por Gustavo Martins
|Introducao | Reencarnação | Tempo de Vida |
|Equipes de Desligamento | O Desligamento | As Sensações | Nova Vida Para os
que Buscaram a Luz |
|Suicidas | Assassinos e Caluniadores | Seres
Altamente Evoluídos | Médiuns | Viciados | Apego ao Corpo |
| Influências Externas| Conselhos | Formas de Desencarne | Animais | Após o
Desencarne | Cemitério |
|Locais para onde são Levados |
Influências Externas
Durante o Desencarne
A principal dificuldade do recém-desencarnado é a adaptação ao impacto das
energias astrais, o choque é muito forte e pensamentos e emoções dele ou de
pessoas próximas o atingem com facilidade.
Essa fragilidade faz com que os irmãos que ficam aqui na Terra tenham grande
importância na ajuda aos que voltam para o plano espiritual.
A fragilidade do espírito é maior até o momento em que o cordão de prata é
rompido, e, infelizmente esse é o período de maior emissão de sofrimento pelos
irmãos encarnados. Através desse último laço de união eles podem receber os
choques desagradáveis das lembranças e das emanações de sofrimento dos que se
encontram encarnados.
Além disso, muitos falam mal dos que se foram, relembrando acontecimentos de
sua vida.
Essa é A PIOR POSTURA que qualquer um pode ter, se não tiver o que falar, FIQUE
QUIETO, mas não fale sobre assuntos de baixo padrão vibratório, PRINCIPALMENTE
se envolve o moribundo.
Duas coisas acontecem quando os INVIGILANTES decidem fazer a sua parte.
A primeira é o incômodo que começa a ser sentido pelo espírito, que mesmo
quando possui merecimento para auxílio, não está isento das energias hostis
enviadas pelos seus irmãos.
A segunda é a atração de espíritos de baixo padrão vibratório envolvidos nas
conversas, que podem vir pedir perdão ou cobrar pelo erro do moribundo.
Qualquer uma das opções é prejudicial para quem está preste a se libertar.
Sobre esse tema retiramos o seguinte trecho do livro Obreiros da Vida Eterna:
"As imagens contidas nas evocações das palestras incidem sobre a mente do
desencarnado, mantido em repouso depois de rápido mergulho na contemplação dos
fatos alusivos à existência finda. Não somente as imagens. Por vezes, nossos
amigos presentes, fecundos nas conversações sem proveito. exumem, com tamanho
calor, a lembrança de certos fatos, que trazem até aqui alguns dos
protagonistas já desencarnados."
A melhor postura durante o desencarne é a prece, o silêncio e assuntos que não
comprometam o padrão vibratório do ambiente.
Após o Desencarne
Após o desencarne o espírito também fica suscetível às vibrações dos
familiares. Quando estes, em desequilíbrio, ficam chamando por ele, ocorre uma
atração muito forte e o espírito recebe esse impacto de forma violenta, porque
ainda está em período de adaptação.
Diferente do que muitos pensam, se o espírito recém-liberto voltar para o lar
ele sofrerá junto com os familiares e de forma inconsciente se tornará obsessor
dos seus entes queridos. Nos casos de doença pode até acontecer de um dos
encarnados começar a sentir as dores que o moribundo sofria. Nesse caso ele se
torna obsessor.
Retiramos o seguinte trecho do livro Voltei para exemplificar:
"... bastou que me entregasse à quietação para que certo fenômeno auditivo
e visual me perturbasse as fibras mais íntimas.
Vi perfeitamente, qual se estivessem dentro de mim, as filhas queridas, então
na Terra, e alguns poucos amigos, que deixara no mundo, dirigindo-me palavras
de saudade e carinho.
- Pai querido! Diga-me se você ainda vive! Desfaça minhas dúvidas, ensine-me o
caminho, venha até mim!
Era a voz de uma delas a interpelar-me.
O amoroso chamamento ameaça-me o equilíbrio. Minha razão periclitou por
segundos. Onde me encontrava? Contemplava-a ao meu lado, queria beijar-lhe as
mãos, expressando-lhe reconhecimento pela imensa ternura, mas debalde a
buscava.
Ainda me não desembaraçara do inolvidável momento de estranheza, quando um
médium de minhas relações apareceu igualmente no quadro.
- Meu amigo! Fale-nos, conforte-nos!.. – rogou comovidamente.
Ia gritar, suplicando socorro. Todavia, o Irmão Andrade, mais prestativo e
prudente que eu poderia supor, abeirou-se de mim e cientificou-me de que aquele
era fenômeno da sintonia espiritual, comum a todos os recém-desencarnados que
deixam laços de coração, na retaguarda....
... asseverou que, aos poucos, saberia controlar o fenômeno das solicitações
terrestres, canalizando-lhes as possibilidades para trabalho de elevação."
Conselhos Para quem Perdeu Recentemente Pessoas Próximas
Como foi falado no item Após o Desencarne, o espírito que desencarna sofre
inicialmente o impacto dos pensamentos e emoções dos encarnados que estavam
ligados a ele. Tanto os pensamentos de revolta e vingança quanto os de angústia
e saudade chegam até ele.
Após algum tempo desencarnado ele aprende a lidar com essas vibrações.
O nosso conselho para quem perdeu alguém que ama é rezar por ele, pedindo ao
Pai que o proteja e ampare onde ele estiver, PRONTO, SÓ ISSO e CHEGA!!
Aprendamos a acreditar REALMENTE na vida e eterna e na reencarnação, pois que
nosso desequilíbrio traz sofrimento para aquele que amamos.
Dependendo do grau de evolução do espírito ele poderá voltar a visitar seus
familiares na terra, assim que se restabelecer.
Existem Centros, como o que freqüento (Fraternidade Francisco de Assis, Casa de
Bezerra de Menezes, Irajá – RJ) que realizam reuniões de preces para os
desencarnados.
Formas de Desencarne
Desencarne em Acidentes e Coletivo
"... Salvo nos casos de desastres ou mortes violentas, em que a
intervenção dos técnicos assistentes se registra só depois da morte do corpo,
as demais desencarnações devem se subordinar gradativamente a várias operações
liberatórias, em diversas etapas, como tenho observado nas oportunidades que me
foram dadas para apreciar o fenômeno."
A vida Além da Sepultura, pelo Médium Hercílio Maes, ditado por Atanagildo e
Ramatís.
A grande maioria dos desencarnes por acidentes são resgates do espírito, não
podemos englobar todos os desencarnes, mas podemos garantir que em sua maioria
tinham uma “grande chance” de ocorrer com o espírito que desencarnou.
Na minha opinião, e isso eu não li em lugar algum, os desencarnes coletivos são
resgates cármicos para o grupo de pessoas que participa de uma tragédia, elas
não participaram necessariamente do mesmo erro, contudo, partilham da mesma dor
e sofrimento para saldar suas dívidas com a Justiça Divina, que a ninguém
prejudica.
Segue abaixo um trecho do livro Ação e Reação, de Francisco Candido Xavier.
" Sob a crista de serra alcantilada e selvagem, destroços de grande
aeronave guardavam consigo as vítimas do acidente. Adivinhava-se que o piloto,
certamente enganado pelo traiçoeiro oceano de espessa bruma, não pudera evitar
o choque com os picos graníticos que se salientavam na montanha, silenciosos e
implacáveis, à maneira de medonhos torreões de fortaleza agressiva.
Em pleno quadro inquietante, um ancião desencarnado, de semblante nobre e
digno, formulava requerimento comovedor, rogando à Mansão a remessa de equipe
adestrada para a remoção de seis das catorze entidades desencarnadas no
doloroso sinistro.
...
Cientes de que o generoso mentor poderia dispensar-nos mais tempo, aproveitamos
o ensejo para versar a questão das provas coletivas.
Hilário abriu campo livre ao debate, perguntando, respeitoso, por que motivo
era rogado o auxílio para a remoção de seis dos desencarnados, quando as
vítimas eram catorze.
Druso, no entanto, replicou em tom sereno e firme:
- O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não
podemos esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a
morte é diferente para cada um. No momento serão retirados da carne tão-somente
aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos
outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da
armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes
dizem respeito.
- Quantos dias? - clamou meu colega, incapaz de conter a emoção de que se via
possuído.
- Depende do grau de animalização dos fluidos que lhes retêm o Espírito à
atividade corpórea - respondeu-nos o mentor. - Alguns serão detidos por algumas
horas, outros, talvez, por longos dias... Quem sabe? Corpo inerte nem sempre
significa libertação da alma. O gênero de vida que alimentamos no estágio
físico dita as verdadeiras condições de nossa morte. Quanto mais chafurdamos o
ser nas correntes de baixas ilusões, mais tempo gastamos para esgotar as
energias vitais que nos aprisionam à matéria pesada e primitiva de que se nos
constitui a instrumentação fisiológica, demorando-nos nas criações mentais
inferiores a que nos ajustamos, nelas encontrando combustível para dilatados
enganos nas sombras do campo carnal, propriamente considerado. E quanto mais
nos submetamos às disciplinas do espírito, que nos aconselham equilíbrio e
sublimação, mais amplas facilidades conquistaremos para a exoneração da carne
em quaisquer emergências de que não possamos fugir por força dos débitos
contraídos perante a Lei. Assim é que "morte física" não é o mesmo
que "emancipação espiritual".
- Isso, no entanto - considerei -, não quer dizer que os demais companheiros
acidentados estarão sem assistência, embora coagidos a temporária detenção nos
próprios restos.
- De modo algum - ajuntou o amigo generoso -, ninguém vive desamparado. O amor
infinito de Deus abrange o Universo. Os irmãos que se demoram enredados em mais
baixo teor de experiência física compreenderão, gradativamente, o socorro que
se mostram capazes de receber.
- Todavia - reparou Hilário -, não serão atraídos por criaturas desencarnadas,
de inteligência perversa, já que não podem ser resguardados de imediato?
Druso estampou significativa expressão facial e ponderou:
- Sim, na hipótese de serem surdos ao bem, é possível se rendam às sugestões do
mal, a fim de que, pelos tormentos do mal, se voltem para o bem. No assunto,
entretanto, é preciso considerar que a tentação é sempre uma sombra a
atormentar-nos a vida, de dentro para fora. A junção de nossas almas com os
poderes infernais verifica-se em relação com o inferno que já trazemos dentro
de nós.
A explicação não poderia ser mais clara.”
Temos outro trecho que mostra do compromisso assumido pelos espíritos que
seriam vítimas de acidentes:
" ...suplicaram, ao revés, o retorno ao campo dos homens, no qual acabam
de pagar o débito a que aludimos.
- Como? - indagou Hilário, intrigado.
- Já que podiam escolher o gênero de provação, em vista dos recursos morais
amealhados no mundo íntimo - informou o orientador -, optaram por tarefas no
campo da aeronáutica, a cuja evolução ofereceram as suas vidas. Há dois meses
regressaram às nossas linhas de ação, depois de haverem sofrido a mesma queda
mortal que infligiram aos companheiros de luta no século XV.
- E o nosso caro instrutor visitou-os nos preparativos da reencarnação agora
terminada? - inquiri com respeito.
- Sim, por várias vezes os avistei, antes da partida. Associavam-se a grande
comunidade de Espíritos amigos, em departamento específico de reencarnação, no
qual centenas de entidades, com dívidas mais ou menos semelhantes às deles,
também se preparavam para o retorno á carne, abraçando, assim, trabalho
redentor em resgates coletivos.
- E todos podiam selecionar o gênero de luta em que saldariam as suas contas? -
perguntei, ainda, com natural interesse.
- Nem todos - disse Druso, convicto. – Aqueles que possuíam grandes créditos
morais, qual acontecia aos benfeitores a que me reporto, dispunham desse
direito.
Assim é que a muitos vi, habilitando-se para sofrer a morte violenta, em favor
do progresso da aeronáutica e da engenharia, da navegação marítima e dos
transportes terrestres, da ciência médica e da indústria em geral, verificando,
no entanto, que a maioria, por força dos débitos contraídos e consoante os
ditames da própria consciência, não alcançava semelhante prerrogativa,
cabendo-lhe aceitar sem discutir amargas provas, na infância, na mocidade ou na
velhice, através de acidentes diversos, desde a mutilação primária até a morte,
de modo a redimir-se de faltas graves.”
Desencarne por Doença
Diferentemente do que muitos pensam, o desencarne por doença, em alguns casos,
é uma benção, que auxilia ao espírito repensar sua vida, perdoar e pedir para
ser perdoado, ocorrendo até reconciliação entre desafetos.
Existem também espíritos que expurgam suas energias deletérias durante o
período que fica hospitalizado, limpando seu organismo perispiritual das
toxinas adquiridas pelo vício ou desregramento.
Impossibilitado de exercer seu vício ou desregramento, as energias deletérias
que estavam aderidadas ao veículo etérico e astral são drenadas e se o espírito
sabe aproveitar esses momentos finais para se reequilibrar, ele parte para o
plano espiritual sem ter que expurgar as energias deletérias em zonas
inferiores do Plano Astral.
Contudo, nada adianta se o paciente passa todo o tempo final da sua vida em
estado de revolta e agonia, aliás, ele pode nesse caso piorar a sua situação.
Retiramos o trecho abaixo do livro Missionários da Luz, de Francisco Cândido
Xavier:
" ... Raramente os companheiros encarnados, quando em excelentes condições
de saúde física, podem compreender as aflições dos enfermos em posição
desesperadora ou dos moribundos prestes a partir. Nós outros, porém, no quadro
de realidades mais fortes, sabemos que, muitas vezes, é possível efetuar
realizações deveras sublimes, de natureza espiritual, em poucos dias, nessas
circunstâncias, depois de largos anos de atividades inúteis. No leito da morte,
as criaturas são mais humanas e mais dóceis.
Dir-se-ia que a moléstia intransigente enfraquece os instintos mais baixos,
atenua as labaredas mais vivas das paixões inferiores, desanimaliza a alma,
abrindo-lhe, em torno, interstícios abençoados por onde penetra infinita luz. E
a dor vai derrubando as pesadas muralhas da indiferença, do egoísmo
cristalizado e do amor-próprio excessivo. Então, é possível o grande
entendimento. Lições admiráveis felicitam a criatura que, palidamente embora,
percebe a grandeza da herança divina. Acentua-se-lhe o heroísmo e gravam-se-lhe
no coração, para sempre, mensagens vivas de amor e sabedoria. Na noite espessa
da agonia começa a brilhar a aurora da vida eterna. E aos seus clarões
indistintos, nossos princípios são facilmente aceitos, a sensibilidade
demonstra características sublimes e a luz imortal lança fontes de infinito
poder nos recessos do espírito."
O desencarne por doenças faz com que amigos e familiares partilhem do
sofrimento do agonizante e estes por sua vez, “magnetizam” o ambiente do doente
com energias que o “ajudam” a continuar vivo. Esse tipo de apego atrapalha a
equipe espiritual responsável pelo desenlace. É por esse motivo que muitos
instrutores espirituais insuflam energias no paciente para que ele tenha uma
“falsa” melhora, atenuando o ambiente carregado e permitindo a muitos que fazem
a vigília o descanso.
Vibremos pelo agonizante nas vibrações puras da fé no Criador, que ao buscar um
filho querido não traz o sofrimento e sim a libertação.
Desencarne de Crianças
No plano espiritual existem equipes especializadas no tratamento de crianças
recém-desencarnadas. Institutos são criados para que os pequeninos sejam
amparados.
Após o desencarne várias coisas podem acontecer às crianças:
Caso seja um espírito evoluído ele pode rapidamente adquirir sua forma
anterior, se assim desejar. Alguns espíritos encarnam somente para unir uma
família ou para queimar pequenos resquícios de Karma.
Espíritos medianos geralmente mantém a sua forma infantil, e conforme estudam e
se aprimoram recebem algumas responsabilidades, como por exemplo monitorar
outras crianças das instituições ou atuar junto as crianças encarnadas em
instituições de socorro, auxiliar voluntários em orfanatos, etc.
Espíritos de crianças que desencarnaram cedo como resgate de ações de vidas
anteriores PODEM não se recuperar totalmente do choque, sendo necessário
realizarem tratamentos magnéticos e assim que tiverem uma melhora voltam ao
plano físico, algumas vezes voltam na mesma família que deixaram, não sendo
isso de forma alguma uma regra.
Na Umbanda existe a falange de Yori, onde as crianças se vinculam, atuando em
reuniões, ajudando, amparando e conversando. Elas trazem a palavra inocente, o
conselho simples, o pensamento sem maldade, que muitas vezes ajuda os irmãos
encarnados a refletirem.
Os médiuns da Umbanda "incorporam" (psicofonia) as crianças assim
como fazem com caboclos e pretos-velhos.
As crianças geralmente acompanham os pretos-velhos nas sessões de Umbanda. Elas
geralmente se vinculam a diferentes linhas, como por exemplo a Mariazinha da
Praia (energias do Mar - Yemanjá), Caboclinhos da Mata (energias da Natureza –
Oxossi) .
Visita das Mães aos Filhos Desencarnados
As instituições, com o Lar de Bênçãos (citado no livro Entre a Terra e o Céu,
de Francisco Cândido Xavier), recebem visitas periódicas das mães que perderam
os seus filhos. Durante o sono físico elas são levadas por espíritos amigos até
os filhos. Esse tipo de contato é importante para o filho e para a mãe.
Quando Desperta ela não lembre exatamente do que ocorreu, contudo, a lembrança
do filho e a sensação de que ele está bem fica viva em sua memória.
É importe lembrar que nem todas as crianças desencarnadas podem ser visitadas e
que nem todas as mães estão aptas a visitar o filho, cada caso é um caso.
Segue o trecho do livro Entre a Terra e o Céu, de Francisco Candido Xavier, que
fala sobre o assunto abordado:
" É o Lar da Bênção — informou o instrutor, satisfeito. — Nesta hora,
muitas irmãs da Terra chegam em visita a filhinhos desencarnados. Temos aqui
importante colônia educativa, misto de escola de mães e domicílio dos
pequeninos que regressam da esfera carnal."
Desencarne de Animais
No livro Evolução em dois Mudos, de Francisco Candido Xavier encontramos o
seguinte trecho:
" Em relação ao homem, os mamíferos que se ligam a nós outros por extremos
laços de parentesco, em se desencarnando, agregam-se aos ninhos em que se lhes
desenvolvem os companheiros e, qual ocorre entre os animais inferiores, nas
múltiplas faixas evolutivas em que se escalonam, não possuem pensamento
contínuo para a obtenção de meios destinados à manutenção de nova forma.
Encontram-se, desse modo, aquém da histogênese espiritual, inabilitados a mais
amplo equilíbrio que lhes asseguraria ascensão a novo plano de consciência.
Em razão disso, efetuada a histólise dos tecidos celulares, nos sucessos
recônditos da morte física, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera
espiritual, onde, com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto,
incapazes de manobrar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é
característico, por ausência de substância mental consciente.
Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se
filiam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do
corpo carnal, em pesada letargia, semelhante à hibernação, acabando
automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam,
retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência, com os
ascendentes do automatismo e do instinto que já se lhes fixaram no ser, e
sofrendo, naturalmente, o preço hipotecável aos valores decisivos da
evolução."
E sobre a sua vida no Plano Astral também encontramos no mesmo livro o seguinte
trecho:
" Na moradia de continuidade para a qual se transfere, encontra, pois, o homem
as mesmas leis de gravitação que controlam a Terra, com os dias e as noites
marcando a conta do tempo, embora os rigores das estações estejam suprimidos
pelos fatores de ambiente que asseguram a harmonia da Natureza, estabelecendo
clima quase constante e quase uniforme, como se os equinóceos e solstíceos
entrelaçassem as próprias forças, retificando automaticamente os excessos de
influenciação com que se dividem.
Plantas e animais domesticados pela inteligência humana, durante milênios,
podem ser aí aclimatados e aprimorados, por determinados períodos de
existência, ao fim dos quais regressam aos seus núcleos de origem no solo
terrestre, para que avancem na romagem evolutiva, compensados com valiosas
aquisições de acrisolamento, pelas quais auxiliam a flora e a fauna habituais à
Terra, com os benefícios das chamadas mutações espontâneas.
As plantas, pela configuração celular mais simples, atendem, no plano
extrafísico, à reprodução limitada, aí deixando descendentes que, mais tarde,
volvem também à leira do homem comum, favorecendo, porém, de maneira
espontânea, a solução de diferentes problemas que lhes dizem respeito, sem
exigir maior sacrifício dos habitantes em sua conservação."
Após o Desencarne
Deixo esse tópico para a brilhante explicação encontrada no livro Entre a Terra
e o Céu.
"... e, nos últimos tempos, com as novas concepções do Espiritualismo,
acreditávamos que o menino desencarnado retomasse, de imediato, a sua
personalidade de adulto...Em muitas situações, é o que acontece —esclareceu Blandina,
afetuosa — ; quando o Espírito já alcançou elevada classe evolutiva, assumindo
o comando mental de si mesmo, adquire o poder de fàcilmente desprender-se das
imposições da forma, superando as dificuldades da desencarnação prematura.
Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo,
simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de
valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a respectiva
apresentação que lhes era costumeira Contudo, para a grande maioria das
crianças que desencarnam, o caminho não é o mesmo. Almas ainda encarceradas no
automatismo inconsciente, acham-se relativamente longe do auto-governo.
Jazem conduzidas pela Natureza, à maneira das Criancinhas no colo maternal. Não
sabem desatar os laços que as aprisionam aos rígidos princípios que orientam o
mundo das formas e, por isso, exigem tempo para se renovarem no justo
desenvolvimento. É por esse motivo que não podemos prescindir dos períodos de
recuperação para quem se afasta do veículo físico, na fase infantil, de vez
que, depois do conflito biológico da reencarnação ou da desencarnação, para
quantos se acham nos primeiros degraus da conquista de poder mental, o tempo
deve funcionar como elemento indispensável de restauração. E a variação desse
tempo dependerá da aplicação pessoal do aprendiz à aquisição de luz interior,
através do próprio aperfeiçoamento moral."
No livro Voltei também temos informação sobre um lar para crianças
desencarnadas e também sobre recém-nascidos:
"Marta explicou-me que a instituição asila irmãozinhos desencarnados,
entre sete e doze anos de idade, e, porque eu indagasse pelas crianças tenras,
esclareceu Andrade que, para essas, quando se não trata de entidades
excepcionalmente evoluídas, inacessíveis ao choque biológico da reencarnação,
há lugares adequados, onde o tempo e o repouso lhes favorecem o despertar, a
fim de que lhes não sobrevenham abalos nocivos.
...
Informou-me a filha de que as criancinhas não obstante viverem ali, em
comunidade, dividem-se, no esforço educativo, por turmas afins. Caracterizam-se
os grupos por variados graus de elevação espiritual e as classes se subdividem
pelas aptidões e tendências, examinados os precedentes de cada uma. Quando
perguntei se na vida espiritual pode a criança desenvolver-se e optar pelo mau
caminho, replicou Andrade que isso é perfeitamente cabível, considerando-se
que, com o desenvolvimento na nova esfera, a alma recapitula as emoções do
passado, com apelos íntimos de variadas espécies, acrescentando, todavia, que,
de modo geral, as crianças estacionadas nos parques de reajustamento sempre se
encaminham à reencarnação. Se o Espírito de ordem sublimada se desenfaixa dos
laços da carne, quite com a lei que nos governa o destino, em período infantil,
readquire, de pronto, as mais altas expressões da própria individualidade e
ergue-se a mais elevados planos. "
O Sofrimento dos Pais
Acredito que poucas coisas machuquem tanto o coração quanto perder um filho.
Por isso é muito difícil que palavras curem as feridas deixadas pelos pequenos
que se foram. Buscamos aqui somente mostrar o que acontece com eles após o
desenlace, para lembrar que eles não se foram para sempre e que nunca estarão
desamparados por nosso Pai, que é só amor e bondade.
Do trecho abaixo, retirado do livro Ação e Reação é falado sobre o sofrimento
dos pais relativo a filhos que desencarnam.
"E os pais? - inquiriu meu colega, alarmado. Em que situação
surpreenderemos os pais dos que devem ser imolados ao progresso ou à justiça,
na regeneração de si mesmos? a dor deles não será devidamente considerada pelos
poderes que nos controlam a vida?
- Como não? - respondeu o orientador - as entidades que necessitam de tais
lutas expiatórias são encaminhadas aos corações que se acumpliciaram com elas
em delitos lamentáveis, no pretérito distante ou recente ou, ainda, aos pais
que faliram junto dos filhos, em outras épocas, a fim de que aprendam na
saudade cruel e na angústia inominável o respeito e o devotamento, a
honorabilidade e o carinho que todos devemos na Terra ao instituto da família.
A dor coletiva é o remédio que nos corrige as falhas mútuas."
CEMITÉRIO
Vamos traçar o ambiente de um cemitério.
Os cemitérios, onde geralmente os corpos são velados e posteriormente
enterrados são centros acumuladores de energias de sofrimento, angústia,
revolta e etc.
Dentre os vários tipos de espíritos que podemos encontrar em um cemitério
podemos citar:
- Espíritos que estão algemados ao corpo, sofrendo pela própria decomposição.
- Espíritos que não são bons nem maus, podem estar acompanhando um enterro.
- Falanges de espíritos trevosos que espreitam os cemitérios atrás de
recém-desencarnados que não possuem o merecimento da proteção. Eles se
aproveitam de todas as maneiras possíveis dos que ficam ao léo.
- Equipes espirituais de auxílio. Elas ficam sempre em vigília para ajudar
aqueles que se tornam mais receptivos.
É importante se envolver em energias positivas quando for ao cemitério, sempre
orando ao entrar e ao retornar. Para os médiuns a atenção deve ser redobrada.
Não se deve brincar em um enterro, falar mal da pessoa que morreu e etc, pois
do outro lado estão espíritos que podem se afinizar ou se revoltar com o que
você está falando e as conseqüências podem ser graves se o espírito resolver
lhe acompanhar ou se vingar.
Locais para onde são levados os desencarnados
Cada espírito que desencarna é levado para um lugar diferente, que está em
sintonia com o seu grau de evolução e com a sua conduta durante a vida.
Para os espíritos medianos o processo é de encaminhamento aos Postos de Socorro
e depois eles são levados para o ambiente que se vinculam por afinidades
familiares ou de trabalho.
Para os que tiveram uma vida desregrada, prejudicando outras pessoas e a si
próprio, é necessário um período mais ou menos curto em zonas inferiores do
Astral, que Ramatís chama de Charcos Pestilenciais. Nesses ambientes, habitados
por espíritos que se entregaram as energias animais, o tempo se responsabiliza
por trazer à tona os erros cometidos, fazendo-o refletir, revoltando-se ou se
culpando ele vai aos poucos drenando as energias e se preparando para habitar
esferas de vibração superior ou reencarnar.
Retiramos o trecho abaixo do livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz, onde
o nosso querido amigo espiritual fala de forma clara e objetiva sobre o Astral
Inferior, seus objetivos e sua necessidade, com vista a recuperação do
espírito.
"As vítimas do remorso padecem, assim, por tempo correspondente às
necessidades de reajuste, larga internação em zonas compatíveis com o estado
espiritual que demonstram.
...
Além-túmulo, no entanto, o estabelecimento depurativo como que reúne em si os
Órgãos de repressão e de cura, porqüanto as consciências empedernidas aí se
congregam às consciências enfermas, na comunhão dolorosa, mas necessária, em
que o mal é defrontado pelo próprio mal, a fim de que, em se examinando nos
semelhantes, esmoreça por si na faina destruidora em que se desmanda.
É assim que as Inteligências ainda perversas se transformam em instrumentos reeducativos
daquelas que começam a despertar, pela dor do arrependimento, para a
imprescindível restauração.
...
O inferno, dessa maneira, no clima espiritual das várias nações do Globo, pode
ser tido na conta de imenso cárcere-hospital..".
Fonte: Grupo PAS